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Olá amigos da Aquabase,
Vou falar um pouco sobre alimentação, uma questão básica onde muitos aquaristas cometem erros que comprometem a saúde de seus animais.
Via de regra uma ração básica de boa qualidade deve ser bem aceita por todos os peixes do seu aquário. Obviamente sempre terão aqueles mais afoitos e mais competitivos na hora da alimentação e os tímidos saem perdendo, para reduzir este problema forneça várias e pequenas porções do alimento para que os mais tímidos possam ter chance de se alimentar.
Depois devemos respeitar os hábitos alimentares de cada espécie sabendo as suas preferências, por exemplo molinésias, ciclídeos africanos e Tangs são vegetarianos, coridoras, botias e gobys se alimentam no fundo do aquário portanto preferem alimentos que afundam, existem até mesmo aqueles que só comem alimento vivo principalmente no início da adaptação à vida no aquário Ex. Lion, mandarin, peixe vidro.
O segredo está em compor um menu com variações alimentares e uma dieta adequada às preferências de cada animal.
Eu sempre utilizo a ração básica diariamente pois somente ela engloba todos os valores nutricionais adequados a um aquário comunitário, depois escolho as especialidades nas outras refeições como por exemplo dieta vegetal e outra incentivadora de cores. Uma ou duas vezes por semana sirvo alimento vivo que além da importância nutricional é um bom incentivo aos instintos dos nossos peixes. Deve-se alimentar os peixes no mínimo 3 vezes ao dia, uma quantidade suficiente para ser consumida naquele momento sem gerar sobras.
Muitos peixes doentes apresentam como sintoma a perda de apetite ou a impossibilidade de se alimentar e ainda algumas espécies em particular não se adaptam a vida no aquário muitas vezes morrendo de fome.
O hábito alimentar das diferentes espécies de peixes ornamentais (carnívoros, herbívoros ou onívoros) pode ser encontrado em literatura especializada.
O que ocorre é que comumente temos peixes de hábitos alimentares diferentes em um mesmo aquário. Normalmente peixes carnívoros se alimentam de ração para herbívoros, e vice versa, mas isso pode causar, a longo prazo, problemas nutricionais em virtude de carência ou excesso de algum elemento. Na prática, podemos contornar esta questão alternando o tipo de alimento a ser dado. Por exemplo, se os peixes são alimentados duas vezes ao dia, no primeiro horário oferecemos um tipo de ração, e no segundo, o outro tipo.
A principal diferença entre as rações está na qualidade da proteína utilizada, pois constitui o maior requerimento dos peixes. As rações são compostas basicamente por proteínas, carboidratos, lipídeos (gorduras), vitaminas e minerais. A deficiência ou excesso em um ou mais componentes pode causar antagonismo, isto é, um aumento de alguns e/ou exclusão de outros. Como exemplo, a deficiência em um ou mais aminoácidos essenciais pode resultar em retardo ou perda no potencial de crescimento, catarata, deformidades nas vértebras, tem associação à erosão de nadadeiras e susceptibilidade a certas doenças (p.ex. mixobacteriose). Outra conseqüência do uso de proteínas de baixa qualidade é o baixo aproveitamento pelo animal, pois quando o alimento é pouco aproveitado é quase todo excretado, poluindo a água do aquário.
A deficiência ou excesso dos outros componentes citados também pode causar problemas. Como resolver então esta questão?
1 - Comprar marcas conhecidas e que já mostraram ser confiáveis
2 - Observar atentamente a data de validade (certos componentes, como p.ex. anti-oxidantes e gorduras, perdem sua função quando vencidos).
3 - Respeitar as condições de armazenamento recomendadas pelo fabricante (para ração seca, em local protegido de luz e umidade)
4 - Observar se os peixes aceitam bem a ração (estes animais são extremamente exigentes quanto ao paladar)
5 - E finalmente observar a condição dos animais durante o uso da ração escolhida, como por exemplo se suas cores estão pálidas ou brilhantes, se seus olhos não estão opacos, e se a barriga está murcha ou se está com aspecto saudável (não gordo).
De qualquer forma, é muito importante não superalimentar os peixes, pois excesso de alimento constitui fator de poluição da água, o que afeta diretamente a saúde dos peixes. E alguns componentes, como vitamina C, também se perdem na água quando não são consumidos imediatamente.
Espero ter contribuído para uma alimentação mais saudável dos seus amados peixes!
Até a próxima!
Alexandre