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05.05.05 - por Alexandre Talarico
O que mais nos atrai no hobby aquarismo? O peixe, a planta, um pequeno camarão?

Sem dúvida nenhuma são todos estes itens, mas o mais importante nunca é dito, ou melhor, as pessoas não se dão conta de que ingressando neste hobby ela está preservando o meio ambiente. Pois, quem tem um aquário em casa, não tem apenas um animal de estimação, mas um pedaço da natureza e é simplesmente fantástico poder reproduzir com fidelidade o meio natural. Mas nem sempre foi assim, pois os peixes que hoje são criados em cativeiro eram extraídos do seu meio natural. Saiba porque.

O hobby na cultura ocidental começou quando muitos naturalistas em suas viagens, não se conformavam em apenas trazer espécimes preservados em álcool ou formol para seus museus e coleções, e iniciaram um desenvolvimento das melhores formas de coleta e transporte de pequenos animais vivos. Neste caso os pequenos peixes se mostraram muito resistentes e até hoje são feitas expedições com esta finalidade.

Entretanto, algumas coisas mudaram, em muitas regiões de coleta de determinadas espécies existem agora cidades, as fronteiras agrícolas e industriais se expandiram e degradaram muito o meio ambiente. Muitas destas espécies não existem mais na natureza e muitas estão ameaçadas, somente algumas estão protegidas por legislação pertinente.

Como conseqüência, surgiu a necessidade de se cultivar as espécies em cativeiro, o que recebeu o nome de aqüicultura, e se tornou o maior responsável pelo abastecimento do comércio do aquarismo. Sendo esta uma empresa lucrativa e ecologicamente correta.

Diferentemente do que muitos pensam, foi a produção de peixes e outros organismos aquáticos em cativeiro que salvou muitas espécies da extinção e hoje promove emprego e sustento para algumas populações ribeirinhas que viram a fonte natural do seu sustento esgotar.

Muito antes de se pensar em criar peixes e camarões para alimentação humana em grandes fazendas aquáticas o homem já criava peixes em cativeiro por puro amor a natureza e hoje esta atividade fornece conhecimento e tecnologia para que nós possamos aumentar as nossas fontes de produção de alimentos.

O exemplo mais marcante dos dias de hoje é o peixe palhaço que virou estrela internacional após o lançamento do filme "Procurando Nemo", este animal é simplesmente emblemático no aquarismo marinho e não existe um hobbista sequer que não tenha ou não tenha vontade de manter um destes peixes no seu aquário.

Na verdade isto seria impossível, atualmente, sem exercer uma forte pressão de captura nas populações selvagens deste animal, o que acabaria sendo prejudicial. Mas há muito tempo este magnífico peixinho já é criado em cativeiro, na verdade esta foi a primeira espécie de peixe marinho a ser produzido e vendido em escala comercial.

Foi a partir do peixe palhaço que pela primeira vez o nosso hobby tomou contato com a criação de peixes ornamentais marinhos, já que a criação de peixes ornamentais dulcícolas é muito antiga e largamente difundida.

Hoje empresas como a O.R.A.(Oceans Reefs and Aquariums) baseada nos EUA, investem grandes somas de dinheiro em um programa de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para conseguir a reprodução de muitas outras espécies para o aquarismo, tornando o nosso hobby uma atividade auto-sustentável e fonte de trabalho e conhecimento.

As associações destas empresas com Universidades e centros de pesquisa como o Harbor Branch Oceanographic Institute, tem estreitado a parceria com os aquaristas. Hoje gozamos de mais conhecimento sobre os ciclos nutricionais, reprodutivos e características ambientais daqueles animais que tanto gostamos, temos por conseqüência melhores equipamentos e alimentos para mantê-los em casa.

Cada aquarista que pode comparar um animal criado com um selvagem sabe como é mais fácil ambientar alimentar e cuidar de um animal já adaptado ao aquário.

Com isso poderemos curtir cada vez mais o nosso hobby sabendo que estaremos contribuindo também por um ambiente mais saudável.


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